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Confira entrevista com Penélope Martins, ganhadora do prêmio da Biblioteca Nacional 2019

Confira entrevista com Penélope Martins, ganhadora do prêmio da Biblioteca Nacional 2019

Nos últimos dois anos, Penélope Martins foi uma das autoras que brilharam no mercado editorial brasileiro. Em 2018, a escritora e advogada lançou seu primeiro romance voltando para o público juvenil, o livro “Minha vida não é cor-de-rosa” (2018), publicado pela Editora do Brasil. Já no ano seguinte levou para casa o prêmio literário Biblioteca Nacional na categoria literatura juvenil. 

Em entrevista ao site do Brazilian Publishers, a autora fala sobre como foi criar uma narrativa que se comunique com o público jovem sobre um tema delicado: o assédio sexual, que permeia a narrativa de seu último lançamento. 

“Minha vida não é cor-de-rosa” é uma narrativa ficcional na qual a autora enriquece o texto com histórias que aconteceram em sua vida e na de pessoas próximas a ela e que são incorporadas pela personagem Olívia. Com todo o cuidado de quem se dedica há quase quinze anos à arte de contar histórias, a obra envolve os jovens com os sabores e dissabores que a personagem vivencia por meio dos amores da adolescência e de questões mais complicadas, como as duas experiências de assédio.

Penélope é bastante engajada com o seu trabalho e participou de debates com jovens supra gênero sobre a obra. “Eles se identificam muito com a personagem e com a busca da resolução de conflitos que ela enfrenta”, conta a autora. “Muitas vezes, eles relatam que já passaram por algo parecido, que se tivessem lido o livro antes, eles teriam agido como a personagem agiu.” 

“Enquanto escritora, eu foco muito no bom desenvolvimento da história” afirma, Penélope. Pós-graduada em direitos humanos, a escritora relata que também não pode se esquecer dessa formação prévia na hora de conduzir o que se passa na cabeça de Olívia, personagem principal do livro, nas questões que são relativas à vida da adolescente. “O livro tem uma temática contundente para uma questão de formação política de sociedade e para questões de relacionamentos sociais”, conclui.

Com diversas obras para crianças e um livro de poesia para adultos, Penélope entremeia seu trabalho com narrativas contendo um forte senso de justiça e igualdade, tudo muito bem pensado. “Eu tenho uma preocupação de não subestimar o leitor, de não subestimar a criança”.

Como primeira pessoa da família a entrar na universidade, essas questões de igualdade de direitos estão presentes em sua própria história e os obstáculos que enfrentou para que se tornasse advogada pós-graduada em direitos humanos. Foram seus tempos de mestrado em filosofia que abriram sua cabeça para novas formas de defender sua visão de mundo, para além das audiências, e se dedicar, desde então, exclusivamente, ao seu trabalho literário e à arte de contar histórias.

Além do “Minha vida não é cor-de-rosa”, Penélope também já publicou os livros “Aventuras de Pinóquio”, pela Panda Books (2018); “Bulhufas, Bugalhos Bizarros”, pela editora Cultura (2018); “Quintalzinho”, pela Bolacha Maria (2014), além de outros títulos voltados para o universo infantil. 

Sobre o Brazilian Publishers 

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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