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Conheça algumas mulheres de destaque na produção contemporânea brasileira

Conheça algumas mulheres de destaque na produção contemporânea brasileira

No meio da arte das palavras, a cada ano as publicações editoriais escritas por mulheres brasileiras vêm crescendo em números, questionando padrões e ganhando espaço. Conversamos com as escritoras Jarid Arraes e Ana Elisa Ribeiro sobre o assunto e elas falaram sobre as nuances da literatura contemporânea brasileira.

A jovem escritora Jarid traz a literatura de Cordel para a atualidade, gênero típico do nordeste do Brasil, com mais de 70 títulos publicados. Ela comenta que acredita ainda existir uma sobreposição masculina grande no cenário da literatura brasileira, porém crê que as escritoras estão se fortalecendo e apoiando mais umas às outras. “Isso é fundamental para que mais mulheres se aproximem da literatura, publiquem e sejam lidas. Com certeza somos muitas”. 

Jarid lançou seu último livro “Redemoinho em Dia Quente” (Editora Alfaguara) este ano, além de ter sido a primeira mulher cordelista na programação oficial da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). No sentido de incentivar mulheres a produzir suas obras literárias, ela também fundou, junto com a poeta Anna Clara de Vitto, o projeto Clube da Escrita Para Mulheres. A escritora é também curadora do selo Ferina, que tem a proposta de publicar mulheres estreantes e priorizar a pluralidade de vozes. 

Além de Jarid, outras autoras brasileiras ganham destaque nacional e internacionalmente no quadro de escritoras brasileiras contemporâneas. Luisa Geisler é uma delas. Ela foi duas vezes vencedora do Prêmio Sesc de Literatura, além de finalista do Prêmio Machado de Assis, semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura e duas vezes finalista do Jabuti.

Vale lembrar também da escritora Martha Batalha, finalista do prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Oceanos, além de ter os direitos vendidos da obra “A vida invisível de Eurídice Gusmão” (Companhia das Letras) para mais de onze países e para o cinema.

Outra mulher em alta na literatura brasileira é Lilia Moritz Schwarcz, vencedora e finalista das premiações do Jabuti em diferentes edições, assim como ganhadora de prêmios da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Lilia, que é também historiadora e antropóloga, tem 15 obras publicadas, no total. Sua última é ‘Sobre o autoritarismo brasileiro’, lançada este ano.

A escritora e professora da área de edição do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Ana Elisa Ribeiro foi semifinalista do prêmio Portugal Telecom e ganhou o prêmio literário Cidade de Manaus com duas de suas obras. Ela segue a mesma linha de pensamento de Jarid quanto ao papel da mulher na literatura. 

Na opinião de Ana Elisa, o movimento para que as mulheres ganhem mais espaço e, com isso, sejam cada vez mais lidas e reconhecidas, tanto nacional como internacionalmente, é um só: escrevendo e publicando mais e mais. “Nós temos uma diversidade enorme de escritoras em todos os estados brasileiros. Mulheres escrevem tão bem quanto homens escrevem bem. Hoje, temos a facilidade que a internet nos traz para a divulgação da nossa literatura, que é tão rica”, acrescenta.

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