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Conheça a obra de Lúcia Hiratsuka, vencedora de dois prêmios Jabuti

Conheça a obra de Lúcia Hiratsuka, vencedora de dois prêmios Jabuti

Ganhadora de duas estatuetas do prêmio Jabuti 2019, a mais tradicional premiação literária do Brasil, a autora e ilustradora Lúcia Hiratsuka, brilha no mercado editorial brasileiro. O reconhecimento veio no ano passado, com as obras “Histórias Guardadas pelo Rio” (2018), publicado no Brasil pela edições SM, e “Chão de Peixes” (2018), pela editora Pequena Zahar.

Na primeira delas, ganhadora na categoria Juvenil, Lúcia conta a história de Pedro, um menino que não consegue pescar histórias no rio. Pedro vive em uma cidade em que a dinâmica do cotidiano envolve as histórias colhidas nas águas. Com elas, pescadores realizam seus negócios e as outras pessoas se presenteiam e as colecionam. Na trama, Pedro não se conforma com o fato de não conseguir pescar histórias e empreende a busca do segredo dessa arte da pesca. 

Já em  “Chão de Peixes”, que trouxe à Lúcia reconhecimento na categoria Ilustração, a autora desenha a poesia da simplicidade do cotidiano pescando sons, imagens e sensações que as pessoas costumam carregar em suas memórias mais afetivas. Ela convida o leitor a enxergar a natureza que nos cerca de uma maneira muito mais rica através de delicadas pinceladas em tinta sumi.

Além das conquistas do ano passado, a autora foi condecorada em 2015 pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), que elegeu o título “Oriê” (2014), publicado pela Pequena Zahar, como o melhor livro para crianças. Lúcia também foi reconhecida pela Biblioteca de Munique, que escolheu a obra para compor o catálogo White Ravens.

As inspirações da autora brasileira

É da vida simples em sua infância, no interior de São Paulo, que Lúcia Hiratsuka traz grande parte das referências que compõem suas obras. No quintal de terra da residência da família, sua avó a estimulou a desenhar seus primeiros traços. “Lembro que meus rabiscos sempre tentavam contar histórias”, relata a escritora.

“Aprendi com minha avó que furusato é onde a gente nasce, mas também é o lugar aonde vamos, em pensamento, quando estamos tristes ou felizes”, explica Lúcia, relembrando com carinho dos aprendizados com sua avó, que hoje, no auge dos seus 104 anos, ainda revive histórias sobre a época da vida simples no sítio com a neta. 

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