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Conheça os vencedores do Prêmio Literário 2018 da Biblioteca Nacional

Conheça os vencedores do Prêmio Literário 2018 da Biblioteca Nacional

A cerimônia de entrega do Prêmio Literário 2018 da Fundação Biblioteca Nacional acontece nesta terça (4) na sede da instituição e reconhece as melhores obras publicadas e impressas em língua portuguesa entre 1º de maio de 2017 a 30 de abril de 2018. Realizado desde 1994, a premiação contempla autores, tradutores e projetistas gráficos brasileiros em nove categorias: Poesia, Romance, Conto, Ensaio Social, Ensaio Literário, Tradução, Projeto Gráfico, Literatura Infantil e Literatura Juvenil.

O escritor Gustavo Pacheco levou o prêmio na categoria Conto pela publicação do seu primeiro livro “Alguns Humanos”. A obra reúne onze histórias que se passam em diversos locais. O leitor viaja de Moçambique a Salvador da Bahia, da Alemanha à Cidade do México, de Pequim a Buenos Aires. Nestas geografias cruzam-se as histórias de Dohong, que ficou doente depois de a mãe morrer de desgosto; do escravo Zakaly, que se deslumbra com o que lhe dão de comer; do índio Kuek, entre outros personagens que apresentam um retrato da humanidade.

Madalena Natsuko Hashimoto Cordaro venceu com a obra “A erótica japonesa na pintura & na escritura dos séculos XVII a XIX”, da editora Edusp – Editora da Universidade de São Paulo, na categoria Ensaio Literário. Após uma introdução à arte erótica na China e no Japão, a fim de situar o erotismo na sociedade japonesa da época, a obra aborda diferentes artistas e períodos por meio de dois ensaios: um sobre as práticas sexuais femininas e outro sobre a problemática dos “belos garotos”.

Publicado pela editora Companhia das Letras, “Lima Barreto: triste visionário” ganhou a disputa na categoria Ensaio Social. O livro é um resultado de mais de dez anos de pesquisas realizadas pela historiadora Lilia Moritz Schwarcz, que mergulhou na obra do escritor para produzir a biografia.

Lúcia Hiratsuka é uma das principais ilustradoras brasileiras e venceu o prêmio com o título “Chão de peixes” na categoria Literatura Infantil. Inspirada nos haicais japoneses, Lúcia apresenta a simplicidade do cotidiano nas páginas da obra. Na categoria Literatura Juvenil, Lourenço Cazarré foi premiado pelo livro “Os filhos do deserto combatem na solidão”. A narrativa apresenta a escravidão no Brasil pelo olhar de uma criança, que foi vendida a homens brancos após uma invasão da sua aldeia, que ficava na África. Durante a sua trajetória, Kandimba se torna um protegido da poderosa Dona Joana, uma rica mestiça que, mais do que cuidar dele, vai apresentá-lo ao maravilhoso mundo da leitura.

Francesca Angiolillo se destacou na categoria Poesia com “Etiópia”. O título apresenta poemas baseados nas memórias do pai da jornalista durante uma viagem à África. Já Maurício Mendonça Cardozo foi contemplado na categoria Tradução pela publicação do título “De minha vida: poesia e verdade” (Johann Wolfgang von Goethe). Produzida por Gabriela Marques de Castro, Paulo André Chagas e Gustavo Marchetti, a obra “O Nome do Medo” foi reconhecido na categoria Projeto Gráfico.

Evandro Affonso Ferreira levou o prêmio na categoria Romance pela publicação de “Nunca houve tanto fim como agora”. A narrativa conta a história de cinco personagens que são vítimas de abandono e sobrevivem diariamente nas ruas de São Paulo, enquanto tentam buscar o sentido da vida.

 

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