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Com três meses de publicação, livro infantil da Companhia das Letras tem direitos vendidos para oito países

Com três meses de publicação, livro infantil da Companhia das Letras tem direitos vendidos para oito países

Por meio de um trabalho constante de internacionalização de seus conteúdos, a Companhia das Letras tem o objetivo de levar diversas obras do seu catálogo para leitores internacionais. Esse é o caso do livro infantil “A Eleição dos Bichos” (2018), que foi publicado no Brasil em agosto e já tem contrato assinado para publicação no exterior com oito editoras internacionais: Nancy Paulsen (Estados Unidos), Hsinex (China/Taiwan), Gilbut (Coreia), Terri di Mezzo (Itália), Nuvem de Letras (Portugal), Takatuka (Espanha/Catalunha), Holp Shuppan (Japão) e Psichogios (Grécia).

“Ficamos bastante satisfeitos com todas essas vendas para o exterior, porque faz somente quatro anos que começamos a investir na promoção dos títulos infantis e essa é uma prova de que tem dado certo”, afirma Fernando Rinaldi, Analista de Direitos da Companhia das Letras. A editora faz parte do Brazilian Publishers – projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Produzida pelos autores e ilustradores André Rodrigues, Larissa Ribeiro, Paula Desgualdo e Pedro Markun, a narrativa traz a história dos animais que vivem na floresta e estão cansados do abuso do leão. Após descobrir que o rei da floresta desviou água do rio para construir uma piscina na própria toca, os bichos decidem convocar uma nova eleição para definir outro governante.

De acordo com Fernando, o mercado internacional dos infantis parece se interessar por livros que ensinem temas importantes às crianças, como preservação do meio ambiente e direitos humanos. “’A Eleição dos Bichos’ toca em um ponto bastante sensível para a nossa época, que é a crise dos regimes democráticos e sua permanente revisão. Por este motivo, há a necessidade de se apresentar as eleições de forma alegórica”, explica o analista.

Em outubro, a Penguin Random House anunciou participação majoritária de 70% do Grupo Companhia das Letras. A empresa internacional já tinha 45% das ações desde 2012. Fernando acentua que o conteúdo editorial nacional pode ser potencializado com a presença da Penguin. “O fato de sermos parte do grupo há alguns anos possibilita uma troca maior e mais direta a respeito dos lançamentos e dos títulos de maior sucesso. Sendo a Penguin Random House agora a sócia majoritária, esse diálogo com eles – e, consequentemente, exposição dos nossos livros lá fora – tende a se tornar mais forte e bem-sucedido”, finaliza.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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