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Escritores brasileiros participam do Festival de Línguas Ibéricas Correntes d’Escritas 2019

Escritores brasileiros participam do Festival de Línguas Ibéricas Correntes d’Escritas 2019

Considerado o maior evento literário português, o Festival de Línguas Ibéricas Correntes d’Escritas acontece de 16 a 27 de janeiro na Póvoa de Varzim. Este ano, a solenidade comemora 20 anos e conta com a presença de mais de 140 escritores de 20 países. Entre eles, os autores brasileiros Itamar Vieira Junior, Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão e Nélida Piñon.

O festival reúne escritores para participarem de conversas literárias, exposições e lançamentos de livros com o objetivo de celebrar a literatura portuguesa e espanhola. Durante a programação, Milton Hatoum participa da mesa “Aprendi a viver em pleno vento”, que ocorre no dia 22, às 10h, e lança o livro “A Noite da Espera” (2017), às 19h30. A obra retrata a formação sentimental, política e cultural de um grupo de jovens na Brasília dos anos 1960 e 1970..

Itamar Vieira Júnior marca presença no festival com o lançamento de “Torto Arado” no dia 22, às 12h30. A obra lhe rendeu o Prêmio LeYa 2018 e conta a história das irmãs Bibiana e Belonísia, que vivem em uma propriedade que abriga descendentes de escravos, onde a abolição da escravatura foi encerrada apenas em uma data do calendário. Dentro de uma trama emaranhada de segredos à sombra de desigualdades, “Torto Arado” é uma história de vida e morte, luta e redenção de personagens que atravessaram o tempo sem serem conhecidos. Para saber mais, acesse.

Itamar Vieira Júnior também participa da mesa “Aprendi a viver em pleno vento” com Ana Luísa Amaral, Frank Báez e Jaime Rocha na quarta (20), às 10h; e do painel “Tão nítido e preciso era o vazio”, às 15h, com os escritores Frank Báez, Gonçalo M. Tavares, Mbate Pedro, Sergio Ramirez e Pedro Teixeira Neves.

Ignácio de Loyola Brandão marca presença na feira com o lançamento do título “Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela” (2018) no dia 22, às 17h. A narrativa do livro transcorre em um futuro indeterminado, onde todos recebem tornozeleiras eletrônicas ao nascer e são seguidos, vigiados e fiscalizados por câmeras instaladas nas casas, ruas, banheiros. Nesta terra, a peste se tornou uma epidemia e dissolve os corpos, a “autoeutanásia” foi legalizada para idosos, as escolas foram extintas e ninguém governa verdadeiramente. O escritor também participa da mesa “Por que os outros se calam, mas tu não” com os escritores Valter Hugo Mãe e Pilar del Río na quarta (20h) às 18h.

Nélida Piñon lança a obra “Uma furtiva lágrima” na quarta (20), às 17h, durante uma roda de conversa com a presença de José Carlos de Vasconcelos. O título reúne pensamentos e memórias da autora.

Confira a programação completa do evento aqui.

 

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