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Martha Batalha e Karim Aïnouz, marcando história em Cannes, na França

Martha Batalha e Karim Aïnouz, marcando história em Cannes, na França

“A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” foi transformado em filme pelo diretor cearense Karim Aïnouz e tornou-se o primeiro longa-metragem brasileiro a ganhar o troféu da mostra paralela Un Certain Regard (Um Certo Olhar), a segunda mais importante do Festival de Cannes. O livro de Martha Batalha foi publicada no Brasil pela Companhia das Letras, editora que faz parte do Brazilian Publishers – projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria firmada entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – e também teve os direitos vendidos para mais de onze países.

A escritora pernambucana escreveu a obra quando pediu demissão de seu trabalho em uma editora em Manhattan e conta, em entrevista ao O Globo que sonhava em ter um romance adaptado para o cinema. “Quando decidi escrever ficção estava tranquila com a ideia de que poderia não dar certo. A ideia era: olha, Martha, tome este tempo de presente. O pior que pode acontecer é essa história nunca sair do computador, mas pelo menos quando você ficar velhinha não vai se arrepender por nunca ter tentado”.

O livro conta a história de duas irmãs cariocas na década de 1950, Guida, que deixa a casa dos pais sem dar notícias, e Eurídice, que se torna uma dona de casa exemplar. Martha cresceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, e por isso retrata com propriedade as relações sociais e de afeto, além das dificuldades de uma “mulher brilhante” sob rígidas regras sociais, dogmas e preconceitos, que atrapalhavam a sua realização.

Martha conta que o filme não é uma adaptação literal, mas que possui a essência dos personagens, retratando um tema universal – cumplicidade e solidariedade –, mas com uma história que só poderia ter acontecido no Brasil. “Livro e filme falam destes pequenos detalhes da cultura do patriarcado que permeiam as relações e que a sociedade aceita como norma. […] O livro tem um narrador irônico e várias passagens bem-humoradas que mostram como o machismo pode ser ridículo”, completa a escritora ainda em entrevista.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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