Compartilhar

Representante de Sharjah espera ampliar relações com o Brasil durante a Bienal do Livro de São Paulo

Representante de Sharjah espera ampliar relações com o Brasil durante a Bienal do Livro de São Paulo

A Coletiva de Imprensa da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo aconteceu na última quinta (5) no Unibes Cultural com a presença de jornalistas, organizadores e Ahmed Al Ameri, presidente da Autoridade do Livro de Sharjah, emirado homenageado da edição deste ano. Realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o evento acontece de 3 a 12 de agosto, no Anhembi, com o apoio do Brazilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a CBL e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A coletiva apresentou informações sobre programação, que tem 1500 horas de atividades culturais e 14 espaços oficiais com ações relacionadas ao universo literário.  Durante os 10 dias de Bienal do Livro, os visitantes poderão ter contato com autores nacionais e internacionais da cena literária do Brasil e do exterior.

A participação do Emirado Árabe de Sharjah ocorre por meio de um trabalho realizado pelo Brazilian Publishers. Esta é a primeira vez que uma cidade do Oriente Médio participa da Bienal do Livro, trazendo toda a sua riqueza cultural com atividades de música, dança, gastronomia e literatura da região. O Brazilian Publishers aproveitou a presença de Ahmed Al Ameri, Presidente da Autoridade do Livro de Sharjah, para conversar sobre as relações entre o mercado editorial brasileiro e árabe. De acordo com ele, a participação no evento sinaliza uma nova era de colaboração entre as duas culturas. “Nosso relacionamento com o Brasil foi imensamente fortalecido desde a nossa visita a São Paulo em 2016, seguida pela forte participação brasileira na Feira Internacional do Livro de Sharjah de 2017. Essas delegações comerciais identificaram muitas oportunidades de crescimento mútuo”, afirmou.

Sharjah é um grande polo de educação e cultura dos Emirados Árabes Unidos, foi eleita pela UNESCO a capital mundial do livro em 2019. A cidade-estado também abriga a Sharjah Publishing City, a primeira zona livre do mercado de publicação e impressão mundial.

Na sua opinião, qual é a importância da Bienal Internacional do Livro de São Paulo?

Eu acho a Bienal do Livro de São Paulo muito importante. É uma oportunidade para apresentarmos a literatura e cultura árabe para os 12 milhões de pessoas que vivem no Brasil e tem descendência árabe. Queremos apresentar nossos escritores para essas pessoas e para as editoras. As relações entre os países estão se estreitando e não é só Sharjah que está se beneficiando com essa oportunidade. O mundo árabe todo está.

Quais são as suas expectativas para o encontro da cultura árabe e brasileira durante o evento?

Acho que a nossa participação como convidado de honra na Bienal do Livro tem muito potencial, principalmente para introduzir a literatura Árabe aos brasileiros e para estimular que mais autores nacionais compareçam à nossa feira do livro.

Vocês já fecharam 40 negócios em traduções de livros do árabe para o português desde o começo das negociações entre Sharjah e a Bienal do Livro. Essas publicações serão divulgadas durante o evento. Quais são as suas expectativas de negócios para a Feira?

Neste encontro de nações, nós não só já traduzimos 40 livros do árabe para a língua portuguesa, mas também fechamos vários negócios com editoras árabes e temos muitos projetos com a CBL por meio da compra e venda de direitos. Eu acho que esses números vão aumentar durante o evento. Temos muitas expectativas de negócios para este ano, uma vez que as traduções levam muito tempo, assim como as negociações. É uma oportunidade de ambos os países apresentarem suas obras na Bienal do Livro.

No Brasil, nós temos muitas famílias com descendência árabe. São 12 milhões só na América Latina. Qual segmento do mercado editorial árabe você acha que essas pessoas vão se identificar?

Eu acredito que eles vão se identificar com diferentes segmentos do mercado editorial árabe. Romance, não ficção, livros políticos, história, e principalmente livros sobre a caligrafia árabe e os poemas. Muitos brasileiros têm descendência Libanesa e Síria e essas pessoas têm paixão por palavras e poemas. Acredito que a literatura árabe conseguirá conectá-los com as suas raízes.

Qual segmento da literatura brasileira o senhor acha que fará sucesso no mundo árabe?

Nós já vendemos direitos de livros brasileiros para a tradução árabe, inclusive já temos títulos brasileiros que fazem sucesso no mundo árabe. Paulo Coelho tem muitos livros traduzidos e é muito popular por lá. Ele até mesmo morou nos Emirados, para vocês terem uma noção de como as relações entre os nossos países são fortes.  De novo: eu acredito que essa Bienal do Livro será uma incrível oportunidade para apresentarmos novos nomes brasileiros para o mercado árabe.

Para saber mais sobre a participação de Sharjah na 25ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, clique aqui. 

25ª Bienal Internacional do Livro

Com um investimento de R$ 32 milhões, a 25ª Bienal Internacional do Livro conta com 1500 horas de atividades, 14 espaços oficiais do evento com atividades relacionadas ao universo literário, 197 expositores e a presença de 291 autores nacionais e 22 internacionais.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

voltar