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Em entrevista, Luiz Ruffato conta sobre a sua “literatura propositiva”

Em entrevista, Luiz Ruffato conta sobre a sua “literatura propositiva”

No ano que publica seu mais recente trabalho, “O Verão Tardio” (Companhia das Letras), o escritor brasileiro Luiz Ruffato concede entrevista exclusiva para a Série Autores Brasileiros, uma iniciativa do Brazilian Publishers — projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Formado em comunicação social, o mineiro começou sua carreira de escritor em 2001, com a obra “De mim já nem se lembra” (2015, Companhia das Letras), que ultrapassou as fronteiras brasileiras e conquistou leitores portugueses, italianos, mexicanos, norte-americanos e muitos outros.

Luiz defende seu trabalho como “literatura propositiva”: “diferente de entretenimento, é a que ajuda as pessoas a refletirem sobre si mesmas e nas relações com o outro”.

Além desse olhar para dentro, muito presente no lançamento e sexto romance do autor, outra frequente em suas obras é o recorte social no qual os personagens se encontram. Assim como em “O Verão Tardio”, eles transitam nas classes média e baixa da sociedade. “Eu escrevo sobre um ambiente que não está presente na literatura e na arte brasileira de modo geral”, conta o autor.

De acordo com Luiz, o sucesso internacional de seus livros não é exclusivamente pelo fato de narrarem histórias em cidades brasileiras, como por exemplo, a pequena Cataguases, no interior de Minas Gerais, cidade natal do autor e cenário de alguns de seus romances.

Ele explica que o mundo da literatura está pautado basicamente na questão da humanidade. “Acredito que para o leitor não importa o cenário territorial da história e sim quais são as reações humanas perante determinadas situações”, conta.

Grande parte das obras de Luiz foram publicadas pela Companhia das Letras. Entre essas,  “Eles eram muitos cavalos” (2001), “Inferno provisório” (2016) — que o rendeu os prêmios APCA, Jabuti e Casa de las Américas —, “Estive em Lisboa e lembrei de você” (2009), “Flores artificiais” (2014), “A cidade dorme” (2018) e, agora, “O Verão Tardio”. Além disso, é autor de “As máscaras singulares” (Boitempo, 2002), “Minha primeira vez” (Arquipélago Editorial, 2014) e “A história verdadeira do Sapo Luiz” (DSOP, 2014).

As obras de Luiz Ruffato já foram inspiração para diversos curtas-metragens, dois longas-metragens e cinco adaptações ao teatro. Em 2016, o escritor recebeu o Prêmio Internacional Hermann Hesse, na Alemanha, pelo conjunto de sua obra.

Sobre a Série Autores Brasileiros

Em busca de incentivar o conhecimento sobre a literatura contemporânea brasileira, o Brazilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), criou a série “Autores Brasileiros”, que traz informações sobre escritores nacionais da atualidade.

Sobre o Brazilian Publishers

Criado em 2008, o Brazilian Publishers é um projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro, resultado da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A iniciativa tem como propósito promover o setor editorial brasileiro no mercado global de maneira orientada e articulada, contribuindo para a profissionalização das editoras.

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