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Vencedor do Jabuti, quadrinista Marcelo D'Salete alcança mercado internacional com o título “Angola Janga”

Vencedor do Jabuti, quadrinista Marcelo D'Salete alcança mercado internacional com o título “Angola Janga”

Após vencer o Prêmio Eisner em julho com a HQ “Cumbe” (2014), o quadrinista brasileiro Marcelo D’ Salete foi contemplado com o Prêmio Jabuti na categoria Histórias em Quadrinhos com “Angola Janga” (2017). A obra foi publicada na França e em Portugal, e tem contratos assinados para veiculação nos Estados Unidos e Polônia. Organizado pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti é o maior e mais expressivo reconhecimento do mercado editorial.

“Angola Janga – uma história dos Palmares” (2017) fala de antigas habitações de escravos fugitivos conhecidas como Palmares e localizadas na Serra da Barriga, região brasileira do estado de Alagoas. “O livro faz parte de uma tentativa de ir além da figura de Zumbi dos Palmares, e contar a história de diversos outros personagens que foram importantes nessa história, como o Ganga Zumba, Ganga Zona, os governadores, entre outros”, explica Marcelo.

Para produzir a HQ, ele realizou diversas pesquisas históricas sobre o período escravocrata, o Brasil Colonial e os conflitos entre portugueses, indígenas e africanos trazidos de Congo e Angola. “Entender um pouco mais sobre esses personagens é importante para compreendermos a diversidade dentro de Palmares, as tentativas estratégicas de autonomia dessas pessoas, e a proximidade e conexão direta entre Brasil, Portugal e Angola. Algumas batalhas que estavam acontecendo em Angola repercutiam diretamente no que iria acontecer com o Brasil, já que muitos desses africanos vinham para cá”, complementa o quadrinista.

“Cumbe” (2014) nasceu em 2004 durante um curso sobre história do Brasil com foco na população negra. A obra traz histórias sobre africanos escravizados, sua cultura e seus costumes. A HQ foi publicada em Portugal, França, Itália, Áustria e EUA. Saiba mais aqui.

Durante a sua carreira, Marcelo publicou “Noite Luz” (2008), no Brasil e na Argentina, com histórias urbanas envolvendo uma casa noturna e “Encruzilhada” (2016), que trata de violência,  jovens negros e discriminação em grandes  cidades.

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