26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerra após 660 mil visitas e três milhões de livros vendidos

21/07/2022

A 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ocorreu entre os dias 2 e 10 de julho de 2022, no Expo Center Norte, em São Paulo. Visitantes e expositores consideram a Bienal de 2022 como histórica pela alta do público, que chegou a 660 mil pessoas, 10% a mais que a última edição, e pelo gasto médio, também 40% maior. Destes 660 mil, 60 mil foram oriundos de visitação escolar. Cerca de três milhões de livros também foram vendidos durante a festa, uma média de sete livros por pessoa. A feira, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), consolidou-se como o principal ponto de encontro das editoras, livrarias e distribuidoras da América Latina. 

O evento aconteceu presencialmente e em clima festivo, após quatro anos de pausa devido à pandemia. A Bienal promoveu o encontro de centenas de milhares de leitores ávidos por novidades, apresentando a todos que estiveram no local os mais importantes lançamentos do mercado brasileiro. O evento também reuniu 300 autores nacionais e 30 internacionais de diferentes gêneros literários.

Com um dia a menos para a sua realização em comparação com a última edição, realizada em 2018, a expectativa em torno da versão 2022 da Bienal estimulou a venda antecipada de ingressos online em 90%. Além disso, segundo pesquisa realizada durante o evento pelo Observatório do Turismo, da São Paulo Turismo (SPturis), o ticket-médio foi de R$ 226,94: um aumento de 40% em relação à 2018.  Dados também apontam que 72,5% do público se dirigiu à grande festa literária com o intuito de adquirir livros e ver de perto seus autores prediletos, com grau de satisfação de 90,3%.

O evento contou, ainda, com nove espaços culturais, onde o público buscou se inserir no debate de grandes temas relacionados ao universo do livro. Ao todo, a programação contabilizou 1.500 horas. A feira também foi contemplada com a presença de 182 expositores, que disponibilizaram cerca de 500 selos editoriais e somaram 3 milhões de livros.

Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), não poderia estar mais satisfeito com o sucesso da festa literária e reafirma que o momento é de excelentes perspectivas para o mercado do livro: “Uma grande conquista é identificar o quanto a Bienal cumpre o papel de difusor de negócios e relacionamento para os players do setor”, cita.

Vitor falou, ainda, sobre o futuro do mercado editorial e como inserir o evento cada vez mais na lista das grandes feiras internacionais do livro, passo que foi dado nesta edição de 2022. “A aproximação com Portugal, convidado de honra, marcou as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, mas também estreitou os laços e abriu caminho para novos acordos bilaterais no segmento editorial”, completa.

Saldo positivo para as editoras participantes

A 26ª Bienal possibilitou excelentes negócios, com faturamento aumentado e uma onda de otimismo nos estandes. A HarperCollins Brasil superou as metas ao vender 253% em livros, tendo disponibilizado um total de 883 títulos durante o evento. Já as Edições Sesc registraram 40% de aumento no conjunto de obras, com vendas muito acima das expectativas. A Rocco Editora classifica o crescimento de 185% nas vendas durante a Bienal como o melhor resultado da história. A editora apresentou 350 títulos para um público que respondeu à oferta de obras de seu portfólio editorial.

A Editora Intrínseca apresentou 150% a mais no montante faturado e 45% a mais no volume de livros vendidos, em comparação com a edição anterior.  A média de 9 livros vendidos por minuto, 58 mil no total, estabeleceu um recorde para a participação da casa. Heloíza Daou, diretora de Marketing da casa, se sente realizada com os resultados: “Essa foi uma Bienal para entrar na história. Tivemos o melhor faturamento desde quando começamos a participar da Bienal do Livro”, cita.