Livrarias virtuais movimentaram mais de R$ 900 milhões em 2020, mostra estudo da Nielsen Book

01/06/2021

Uma pesquisa realizada pela Nielsen Book, com coordenação da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), exibe os impactos positivos e negativos da pandemia no setor literário em 2020. O crescimento das livrarias virtuais no período, apesar de esperado, chamou atenção.

O estudo Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro ano-base 2020 mostra que o mercado editorial sofreu com o fechamento temporário de lojas físicas no país, e faturou um total R$ 5,2 bilhões no período, representando um decréscimo de 8,8% em comparação a 2019.

Em contrapartida, a editoria de Obras Gerais foi a única com um aumento no faturamento, encerrando 2020 com um lucro de R$ 1,3 bilhão, 3,8% a mais que em  2019. “Em tempos de isolamento social, o livro se fortaleceu ainda mais como uma opção de entretenimento,” analisa Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL. “Foi a maneira que muitos brasileiros encontraram para enfrentar esse período difícil e explorar o mundo por meio da literatura,” completa Vitor Tavares, presidente da CBL.

Poder do virtual

Um ponto de destaque na pesquisa é o crescimento expressivo das livrarias exclusivamente virtuais. Em 2020, os estabelecimentos tiveram um aumento de 84% na participação no faturamento das editoras, sendo responsáveis por movimentar R$ 923,4 milhões no período. “Esse retrato mostra a rapidez com a qual o varejo buscou se adaptar em meio ao cenário da pandemia, procurando continuar garantindo a distribuição dos livros aos leitores”, observa o presidente do SNEL.

Por outro lado, as livrarias físicas tiveram sua participação reduzida em 32%, no comparativo com 2019. “Apesar de ter sido um ano muito difícil para as livrarias físicas, com a retomada acreditamos nessa recuperação, pois elas são fundamentais para a descoberta de novos títulos pelo leitor e para o bom desempenho do mercado como um todo”, completa o presidente da CBL.

No último ano, as editoras brasileiras produziram 46 mil títulos. Desse total, 24% são lançamentos (novos ISBNs), enquanto 76% são reimpressões.

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