Celebre o mês do orgulho LGBTI+ com seis livros de autores brasileiros

LGBTI+ BP
18/06/2020

Há mais de 50 anos, o mês de junho é marcado pela celebração do Orgulho LGBTI+ por conta de um movimento histórico que começou nos Estados Unidos. No dia 28 de junho de 1969, no bar nova-iorquino Stonewall Inn, frequentado majoritariamente por gays e lésbicas, estourou uma verdadeira revolução contra a violência e o preconceito praticado contra a comunidade. Desde então, o mundo nunca mais foi o mesmo.

No Brasil a luta também continua. Para celebrar este marco tão importante, o Brazilian Pubishers selecionou seis obras importantes da literatura LGBTI+ brasileira, dos autores Natalia Borges, Mulher Pepita, Silviano Santiago, Amara Moira, Caio Fernando de Abreu e Cassandra Rios, para você conhecer mais sobre esse universo.

“Amora”, por Natalia Borges Polesso (2015), Não Editora

Vencedor da categoria contos no Prêmio Jabuti de 2016, “Amora”, da autora Natalia Borges Polesso, já fez história. Os contos de Natalia versam sobre relações homossexuais entre mulheres, abordando de forma delicada as delícias e os medos das descobertas.

“Cartas pra Pepita”, por Mulher Pepita (2019), Arole Cultural

Nascido a partir de um programa no YouTube da cantora Mulher Pepita, o livro “Cartas pra Pepita” reúne as melhores cartas recebidas pela autora por seu público, composto em sua maioria pela comunidade LGBTI+. Em suas respostas, Pepita oferece conselhos amorosos, sexuais e ainda compartilha parte de sua experiência como uma mulher trans.

“Stella Manhattan”, de Silviano Santiago (1985), Companhia das Letras

Pioneiro ao falar sobre a transexualidade na literatura brasileira, “Stella Manhattan” é um dos maiores sucessos de Silviano Santiago. Escrito no pico da AIDS no mundo, o livro trata sobre sexualidade, identidade, conservadorismo e revolução a partir da visão de Stella, mulher trans brasileira que está exilada nos Estados Unidos.

“E Se Eu Fosse Puta”, de Amara Moira (2016), Hoo Editora

Amara Moira é travesti, prostituta, escritora e doutoranda. A obra “E Se Eu Fosse Puta” narra com sensibilidade os percalços de sua vida, assim como também debate o lugar da mulher transexual na sociedade e fala sobre a contínua luta feminina contra regras sociais, sexuais e comportamentais.

“Onde Andará Dulce Veiga”, de Caio Fernando de Abreu, Nova Fronteira

Assumidamente gay, o celebrado Caio Fernando de Abreu nunca teve medo de falar abertamente sobre o assunto. O livro “Onde Andará Dulce Veiga” é sua segunda aventura pelo gênero romance, e tem como pano de fundo os universos do jornalismo e da música popular nos anos 80. Na obra, Caio fala sobre a repressão do desejo em um mundo oprimido e formas de fugir dele.

“A Volúpia do Pecado”, de Cassandra Rios (1948), independente

Cassandra Rios foi a primeira mulher a vender um milhão de livros no Brasil e, também, a primeira escritora lésbica de alcance nacional. “A Volúpia do Pecado” foi publicado quando a autora tinha apenas 16 anos, e conta a história de amor entre duas adolescentes. O livro foi censurado por vários anos por conta de seu conteúdo erótico.